“Não tenho palavras para descrever a gratidão pelo apoio da Cáritas. Estamos indo para Curitiba em busca de uma nova vida, pois  com a dificuldade pela qual passa a Venezuela não conseguia sustentar minha família”. A afirmação é do estoquista Nacor Carrasquel, de 34 anos, venezuelano, pai de dois filhos, agradecendo a Cáritas Diocesana de Roraima pela oportunidade de favorecer a ida para outro estado e, sobretudo, ir em busca de um novo recomeço.

Além de Carrasquel e sua família [dois filhos e esposa], mais 41 venezuelanos cadastrados pelo projeto Caminhos de Solidariedade – da Igreja católica – embarcarão para Curitiba e serão acolhidos pela Diocese de São José dos Pinhais. Um grupo de 27 migrantes já foram na madrugada desta quarta-feira (10), e os demais na madrugada desta quinta-feira, 11, em voo comercial.

Em situação de vulnerabilidade os migrantes vão em busca de novas condições de vida e oportunidade de recomeço. Dentre os passageiros, foram grupos de solteiros e grupos familiares que vieram para o Brasil em busca de refúgio.

O estoquista relata momentos difíceis no país de origem.  “O salário que eu ganhava mal dava para comer, por isso, vim para o Brasil. Primeiro vim sozinho, ganhava um pouco de dinheiro e mandava para casa, não era muito, mas dava para ajudar. Depois de algum tempo trouxe minha família e com fé em Deus, agora vou poder dar um melhor meio de vida para eles”, diz esperançoso.

Nikol  Carrasquel de apenas 12 anos, filha do estoquista Carrasquel, disse está ansiosa para conhecer sua nova casa e a nova escola,  “eu estou muito feliz em estar indo para o estado do Paraná com meus pais. Estou muito ansiosa para conhecer minha nova escola, agradeço muito a todos os brasileiros pela ajuda”, disse a menina.

De acordo com a coordenadora da Cáritas, Elisangela Dias, ao chegarem no Paraná, eles serão recepcionados por agentes pastorais da Diocese de São José dos Pinhais.  Os migrantes serão divididos em dois grupos:  famílias e solteiros/as, e serão espalhados entres as 10 sedes nas paróquias daquele Estado.

“Casas serão disponibilizadas para cada grupo, seja casa das paróquias ou alugadas para dar uma melhor comodidade para eles. Eles irão acompanhados por um agente da OIM (Organização Internacional para as Migrações) para que tenham a total assistência durante o voo e a chegada no sul do país”, reforçou.

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