Para atender a demanda de venezuelanos que necessitam da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e ingressar no mercado de trabalho, a Cáritas Diocesana de Roraima e a Superintendência Regional do Trabalho realizam o primeiro mutirão de atendimento. A ação, que acontece na unidade da Superintendência na parte da manhã e da tarde, encerra nesta quarta-feira, 24.

O esforço concentrado das instituições que atuam junto aos migrantes teve início nesta segunda feira (22), e a meta de atendimento por dia é de 200 pessoas. Os interessados a emitir a primeira Carteira de Trabalho devem se dirigir à unidade munido de alguns documentos necessários. O atendimento é por ordem de chegada.

Paralelo a isso, os serviços aos migrantes, ou seja, instituições da sociedade civil que atuam junto aos migrantes, também estão enviando nomes de migrantes interessados para que sejam atendidas pelo mutirão.

Segundo a vice-presidente da Cáritas Diocesana, irmã Valdiza Carvalho, a parceria entre Cáritas e Superintendência já existe há mais de um ano. “A emissão de Carteira de Trabalho é feita tanto capital como interior, e em razão da grande demanda resolvemos realizar esse mutirão para diminuir já que a procura está sendo além do que esperávamos”, comentou.

  Valdiza lembrou que é necessário a pessoa está com a certidão original de nascimento ou de casamento, protocolo de refúgio ou residência temporária, CPF, comprovante de endereço e cédula venezuelana. “Essa é uma boa oportunidade para essas pessoas que têm o sonho de ter um trabalho formal de carteira assinada, pois muitos migrantes fazem trabalho informal abaixo do preconizado em lei, bem como também é indispensável para interiorização”, frisou.

Vadiza ressaltou que o atendimento para emissão de documentação continuará mesmo após o término do mutirão. “Fazemos a triagem toda a semana tanto na Cáritas quanto nas demais instituições da sociedade e civil e a enviamos para o Ptrig. Lá é feita a emissão do documento”, reforçou.