Como citou Papa Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2018:

“O estrangeiro que reside convosco será tratado como um dos vossos compatriotas e amá-lo-ás como a ti mesmo, porque foste estrangeiro na terra do Egito. E eu sou o senhor, vosso Deus”.
(Lv 19,34)

Esta é nossa missão!

O projeto ‘Caminhos de Solidariedade: Brasil e Venezuela’ reúne organizações da Igreja Católica e entidades parceiras para juntas contribuírem na trajetória de milhares de venezuelanas e venezuelanos que chegam todos os dias no Brasil. A inciativa que tem caráter coletivo pretende articular as Igrejas dos dois países no acolhimento mais solidário e na integração digna de mulheres, homens, crianças, jovens, idosos e grupos étnicos vindos do país vizinho.

Elas e eles chegam ao Brasil em situação de extrema vulnerabilidade social e só precisam de um passo para dar início à reconstrução da própria história.

Com forte atuação em questões relacionadas à migração e refúgio, o projeto reúne conhecimentos, forças e esforços das seguintes organizações envolvidas: Centro de Migrações e Direitos Humanos (CMDH) da Diocese de Roraima; Serviço Pastoral do Migrante (SPM), Serviço Jesuíta de Migrantes de Refugiados (SJMR); Instituto de Migrações e Direitos Humanos e Irmãs Scalabrinianas (IMDH); e Cáritas Brasileira.

Juntas, queremos encontrar caminhos para abrir portas para que os imigrantes possam trabalhar e viver integrados no Brasil. Para isso, o objetivo de promover ações que possibilitam a acolhida dos nossos irmãos e irmãs em diferentes dioceses do Brasil.

Isso porque, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), mais de um milhão de venezuelanos e venezuelanas migraram para outros países entre os anos de 2014 e 2017. Estima-se que somente no Brasil haja entre 40 e 60 mil imigrantes daquele país.

Além disso, segundo um cadastro realizado pela Prefeitura de Boa Vista, em Roraima, no site Migra Mundo, aproximadamente 25 mil venezuelanos vive na cidade. Isso corresponde a 7% do total de habitantes. Ainda conforme a Prefeitura, para que os serviços oferecidos não fiquem mais comprometidos, cerca de 500 imigrantes deveriam ser interiorizados por mês, no Brasil. No entanto, até junho de 2018, apenas 541 venezuelanas e venezuelanos haviam tido essa oportunidade. O mais agravante é que se o fluxo de imigração atual for mantido, até o final de 2018, Boa Vista deve receber mais 10 mil irmãos e irmãs do país vizinho.